CONCEITO

 

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Por que ter a assistência social no Centro Espírita?

 

 Será que esta atividade não vai induzir o assistido para que ele se acomode?

 

 Realmente, o NAEFA não trabalha como um grupo assistencialista. Não cria dependência de ninguém. Um exemplo é o trabalho de entrega das Cestas Básicas. O objetivo é incentivar as pessoas carentes a buscarem os meios de subsistência através do esforço pessoal, de forma a independerem da caridade puramente assistencialista.

 

 Mas uma família que tem nove filhos, apenas com a mãe, catadora de papel, como poderá sair da linha da pobreza extrema se não contar com algum tipo de ajuda?

 

Essa mãe é convidada a participar das palestras educativas, os filhos até 13 anos são convidados a participarem das aulas de evangelização infantil, e assim pode-se, dentro de limites, minimizar o sofrimento deles. Como um morador de rua, ou um ex-presidiário poderá sair da marginalidade se a sociedade não lhe der um mínimo de condições?

 

 Por outro lado, é muito importante que os voluntários tenham oportunidades da prática da caridade. Não basta a teoria se não a utilizarmos na prática. Levantar cedo num domingo e ir ajudar a servir o lanche, distribuir as cestas, arrumar as cadeiras, preparar e dar a palestra, atender e cuidar das crianças, ouvir as famílias, entrevistar novos interessados, controlar os mantimentos, ter paciência, ouvir os dramas de cada um, cuidar da segurança, separar as roupas para a doação, limpeza geral no final do trabalho, etc. Quando o voluntário volta para a sua casa ele sabe que recebeu mais do que doou. Passa a valorizar mais a sua vida e compreender mais os seus problemas.