REGIMENTO INTERNO

 
  
REGIMENTO INTERNO DO NÚCLEO ASSISTENCIAL ESPÍRITA FRANCISCO DE ASSIS- NAEFA
 
 
REVISADO EM AGOSTO 2012 (Parcial)
  
Introdução
 
O presente Regimento Interno foi elaborado e aprovado pela Diretoria Executiva e pelo Conselho Deliberativo do NAEFA. 
Se houver alguma incoerência com o estatuto do NAEFA, prevalecerá o que está no estatuto.
Tem como principal finalidade complementar e detalhar as normas de trabalho de cada departamento, conselho e atividades da casa.
Este Regimento está dividido em capítulos, como segue:
 
Capítulo I - Responsabilidades da Diretoria 
Capítulo II - Dos trabalhos da Presidência 
Capítulo III - Dos trabalhos da Vice-Presidência e Área do Patrimônio
Capítulo IV - Dos trabalhos da Diretoria de Estudos.
Capítulo V - Dos trabalhos da Diretoria de Assistência Espiritual.
Capítulo VI - Dos trabalhos da Tesouraria.
Capítulo VII - Dos trabalhos da Secretaria.
Capítulo VIII - Dos trabalhos da Diretoria de Assistência Social.
Capítulo IX - Dos trabalhos da Diretoria da Área de Infância e Mocidade
Capítulo X - Da Assembléia Geral.
Capítulo XI - Do Conselho Deliberativo
Capítulo XII - Do Conselho Fiscal
Capítulo XIII – Outras disposições
 
Capítulo I - Responsabilidades da Diretoria.                     
  
1-Executar o programa social, cumprir o Estatuto, o Regimento Interno, as resoluções das Assembléias Gerais e resolver sobre todos os casos em que o Estatuto for omisso. 
2-Deliberar sobre as propostas para admissão de associados e sobre o cancelamento de matrículas. 
3-Manter toda a documentação e obrigações em perfeita ordem.
4-Decidir sobre a convocação das Assembléias Gerais ordinárias, anualmente, e extraordinárias quando for preciso.
5-Nomear os empregados remunerados do Centro, quando necessário, fixando-lhes os vencimentos. 
6-Pronunciar-se sobre todos os atos e fatos que sejam levados ao seu conhecimento, tanto por algum dos diretores, como pelos sócios.
7-Aprovar, juntamente com o Conselho Deliberativo, e por em execução o Regimento Interno do Centro e os regulamentos que os diversos serviços exigem.
8-Dar suporte pessoal a todos os eventos realizados pelo Centro.
9-Cuidar para a perfeita harmonização de todos os trabalhadores, exemplificando a conduta, dedicação, responsabilidade, educação, pontualidade, respeito, postura, etc.
10- Participar ou ter representante nas reuniões convocadas pela USE.
 
Capítulo II - Dos Trabalhos da Presidência. 
 
1-Presidir todas as reuniões mensais da Diretoria, previamente marcadas no calendário anual.
2-Convocar oportunamente a Assembléia Geral, entre Agosto e Setembro de cada ano e a ela presidir, salvo quando se tratar de prestação de contas, de eleições ou julgamento de ato da diretoria, quando outro servidor será convidado a presidi-la.
3-Designar, em reunião de diretoria, substitutos para as vagas que se derem na mesma por desencarne, renúncia ou abandono de cargo. Posteriormente, formalizar a posse em Assembléia Geral ordinária ou extraordinária conforme determina o estatuto.
4-Assumir temporariamente as vagas na Diretoria até que o cargo seja efetivamente preenchido.
5-Representar o Centro ativa e passivamente, em juízo ou fora dele e, em geral, nas suas relações com terceiros, de conformidade com o que dispõe o Código Civil.
6-Assinar, juntamente com o 1º Tesoureiro, os balancetes mensais, Balanço anual, cheques e todos os documentos que importam em responsabilidade para o Centro.
7-Coordenar com a diretoria a elaboração dos relatórios anuais das atividades de cada área, para apreciação do Conselho Deliberativo e Assembléia Geral. Este assunto deverá ser incluído na pauta da reunião mensal da diretoria no mês de Julho ou Agosto.
9- O presidente poderá tomar as ações de responsabilidade de algum diretor quando este, por algum motivo, não as tiver tomado, para o bom andamento das atividades da associação.
 
Capítulo III - Dos trabalhos da Vice-Presidência e área de Patrimônio.
 
Além de substituir o presidente na sua falta, tem a responsabilidade de auxiliá-lo no desempenho de suas atribuições e também cuidar da administração e manutenção do patrimônio.
Neste aspecto deve:
1-Indicar, se lhe aprouver, seu representante da área da manutenção.
2-Manter registro de todos os bens materiais significativos (Ex. cadeiras, mesas, computadores, refrigerador, fogão, etc.)
3-Manter as partes elétricas, hidráulicas e prediais em ordem,
4-Semanalmente revisar com os trabalhadores as necessidades de manutenção,
5-Apresentar mensalmente, na reunião de Diretoria, relação de atividades realizadas e a realizar assim como obter aprovação para gastos acima de R$ 100,00 no mês.
6-Manter a casa em condições de segurança para trabalhadores e público em geral, atendo-se às normas de segurança mínimas, para a atividade que o NAEFA se insere.
7-Manter a limpeza e higiene, através da coordenação dos trabalhadores ou pagamento de terceiros, conforme necessidade.
8-Manter e coordenar os materiais de limpeza e abastecimento geral do Centro, tais como água, papel higiênico, sabonete, papel toalha, etc.
 
Capítulo IV - Dos Trabalhos da Diretoria de Estudos.
1-Planejar, dirigir e coordenar as atividades da Área de Estudos de acordo com planos previamente estabelecidos em conjunto com a diretoria;
2-Planejar anualmente o programa de estudos do Centro, incluindo novas Turmas de EIE (duas por ano como objetivo), curso de passes, curso de médiuns, palestras, reciclagens, expositor, entrevistador, estudos doutrinários, etc. 
3-Coordenar o treinamento de novos dirigentes de EIE, incluindo-os como secretários em turmas em andamento.
4-Revisar continuamente o programa dos cursos, conteúdo dos estudos e materiais didáticos. 
5-Elaborar a programação específica dos cursos, em conjunto com o respectivo dirigente.
6-Programar reciclagem semestral específica obrigatória para todos os trabalhadores, juntamente com a Diretoria de Assistência Espiritual. Constará de uma reunião de no mínimo 2,5 horas, por semestre. 
7-Fazer reuniões periódicas com os dirigentes e secretários de todas as turmas em andamento, incluindo a presença dos futuros potenciais dirigentes e secretários.
8-Programar cursos de especialização através da USE, FEESP, Aliança, etc., que venham ao encontro dos interesses do NAEFA.
9-Certificar-se que os trabalhadores da casa conheçam, pelo menos em parte, as obras básicas de Kardec. Isso poderá ser feito através do estudo das obras básicas nas reuniões dos trabalhos espirituais, evangelização ou assistenciais.  
10- Os dirigentes dos cursos / escolas deverão ter a indicação do Diretor de Estudos e a aprovação da Diretoria.
11- Trabalhar em conjunto com o diretor da área da Infância e Mocidade no desenvolvimento do programa de aulas da evangelização infantil, mocidade, cursos em geral e reciclagens.
12-Desenvolver, em conjunto com a diretoria da Assistência Espiritual, os temas para as preleções. 
 
Capítulo V - Dos Trabalhos da Diretoria de Assistência Espiritual.
 
O Diretor de Assistência Espiritual é o responsável por todas as atividades da Assistência Espiritual.
1.Tem particular importância na manutenção da harmonia da casa, contribuindo com a sua postura e boa orientação. Deve estar atento ao padrão espiritual da casa. Zelar pela conduta de cada trabalhador. Acompanhar de perto todas as atividades espirituais, cuidando que os médiuns estejam exercitando o processo de Reforma Íntima, estudando e evitando qualquer tipo de misticismo. 
2.Deverá indicar sempre um servidor responsável pelas diversas atividades em caso de sua ausência como também os responsáveis pelas diversas atividades da Assistência Espiritual.
3.O Diretor deverá levar a estatística de atendimento espiritual a todas as reuniões de diretoria.
4.Deverá programar as reciclagens semestrais em conjunto com a diretoria de estudos.
5.Deverá coordenar a implantação de trabalhos de assistência espiritual em outros dias da semana, quando for oportuno. 
6.Manterá como obrigatória a reunião de encerramento de cada trabalho espiritual. Esta reunião complementa a reciclagem e a reunião geral de trabalhadores. 
7. Participará da elaboração do planejamento das atividades a serem desenvolvidas pela Casa. No final do mês, deverá fazer a média de atendimento mensal e entregar ao secretário(a) para colocar na ata da reunião de diretoria.
 
  V-1  Detalhamento da Assistência Espiritual para adultos
 
V-1A – Regras gerais
 
O dirigente do trabalho de Assistência Espiritual e/ou o seu designado, é responsável pelo cumprimento das orientações abaixo (em itálico horário para o trabalho da tarde):
 
1- No trabalho de quarta-feira à noite (à tarde) os servidores devem chegar entre 18:45 e 19:00h (13:45h e 14:00h), podendo chegar, em caráter excepcional, até as 19:30h (14:30h). Após este horário o servidor não participará das atividades espirituais. Servidor que chegar atrasado no dia do trabalho e sua atividade específica já contar com um substituto deverá aguardar na sala de preleções.
2 - A preparação da casa deverá ser feita às 19:00h (14:00h) na câmara de passe com, no mínimo, dois participantes. Especial atenção na preparação da segurança e da limpeza espiritual. A água que será oferecida aos assistidos será fluidificada neste momento.
3 - Requisitos para os trabalhos: todos os servidores e assistidos deverão tomar o passe de limpeza ao adentrarem na casa. Caso não estejam se sentindo em condições de doar amor e boas vibrações ou estejam doentes devem pedir licença ao dirigente e não participar dos trabalhos espirituais e de atendimento aos assistidos.
4 - Apenas trabalharão nas atividades espirituais os servidores que mantiverem frequência normal e estiverem em boas condições de equilíbrio físico e espiritual. 
Caberá ao dirigente da atividade ter bom senso na aplicação das regras abaixo:
 
V-1B – Verificação geral antes e depois do trabalho
 
Deverá ser feita a verificação dos seguintes itens: copos descartáveis, galão de água, papel higiênico e papel toalha dos três banheiros, limpeza de todas as cadeiras, ligar o som e deixar a luz verde acesa. 
No encerramento dos trabalhos deverão ser verificados os seguintes itens: janelas fechadas, luzes apagadas, aparelho de som desligado, ventiladores desligados, torneiras fechadas, cadeiras arrumadas, limpeza geral e portas e portões fechados. 
 
V-1C - Recepção
 
A Recepção consiste em receber os que chegam ao Centro Espírita, de forma fraterna e solidária principalmente os que chegam pela primeira vez, esclarecendo, orientando e informando sobre as atividades, reuniões e cursos realizados no NAEFA.
A recepção deve ter um responsável e sempre, pelo menos, um substituto treinado.
•Utilizar a ficha de controle de presença de servidores e assistidos. Ver no fichário o nome dos assistidos que têm respostas disponíveis. 
•Zelar pela ordem e silêncio no local. Evitar conversas não relacionadas com as atividades espirituais. Nenhum servidor ou assistido pode ficar na recepção sem função definida.
•Marcar no caderno de controle a quantidade de assistidos adultos, crianças, passe físico, passe de desobsessão e o nome do preletor com o tema da preleção.
•Preparar a estatística de atendimento espiritual na primeira semana de cada mês e entregá-la ao dirigente responsável.
 
V-1D – Passe de limpeza
 
O passe de limpeza serve para harmonizar o trabalhador e o assistido desde a entrada no centro. 
Todas as pessoas que adentram o Centro precisam passar pelo Passe de Limpeza.
Os passistas devem estar bem preparados física e espiritualmente. Devem permanecer em silêncio e meditação, ligados com a espiritualidade. Devem ficar no local, não podendo ficar entrando e saindo da câmara. Podem ler livros doutrinários quando não têm passes para dar.
Caso algum assistido apresente sinais claros de desequilíbrio espiritual o dirigente do trabalho deverá ser avisado pelo passista.
 
V-1E - Atendimento Fraterno
 
O Atendimento Fraterno consiste em receber fraternalmente aquele que busca o NAEFA, dando-lhe a oportunidade de expor, livremente e em caráter privativo e sigiloso, suas dificuldades e necessidades. 
Servidores, previamente preparados, com a mente e coração abertos e com sensibilidade, ouvirão os assistidos com carinho. Farão anotações resumidas nas fichas do grupo mediúnico.
O entrevistador deve tentar reerguer a sua auto-estima e a esperança, esclarecendo-o de que, com o apoio espiritual, somente ele poderá mudar o quadro de sua preocupação, através da própria posição mental e renovação íntima.
Deve orientar para a necessidade da realização do Evangelho no Lar, estimulando-o para o desenvolvimento do hábito da leitura saudável e para o estudo, sugerindo os livros da Codificação Espírita e obras complementares.
As fichas usadas na entrevista e pelo grupo mediúnico apenas serão manuseadas pela equipe do Grupo Mediúnico, encarregado pela recepção e Diretoria da Assistência Espiritual.
Na primeira entrevista do assistido o entrevistador anotará aspectos relevantes e sumarizados. Identifica os motivos de sua vinda e oferece-lhe os recursos de que o NAEFA dispõe para atender às suas necessidades. 
 
V-1F – Preleção
 
Os preletores deverão ser previamente escalados e com os respectivos temas definidos. Uma vez por mês poderá ser feita uma preleção especial, permitindo perguntas dos assistidos e esclarecimentos em geral. Nesse dia será permitido substituir o passe individual pelo coletivo caso a palestra seja priorizada. Preletores convidados externamente terão o mesmo tratamento prioritário nas suas palestras.
Todos os trabalhadores devem participar da preleção, contando assim como reciclagem e reforma íntima, exceto quando houver algum trabalho em paralelo.
A preleção deverá começar às 20:00h (15:00h) com os aviso da casa, preparação e em seguida a preleção, encerrando com as vibrações, devendo terminar às 20:30h (15:30h), no máximo.
Deve-se fazer uma preparação simples, com o Pai Nosso e encerrar com uma vibração também simples, sem nenhum exagero. Leitura de uma mensagem também poderá ser feita.
Recomenda-se muita humildade do preletor. Sempre deve procurar saber o que poderia ser melhorado na sua exposição.
As preleções devem ser doutrinárias, ou seja, baseadas nos fundamentos básicos da doutrina espírita. Procurar, de preferência, usar as lições do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo” ou os temas pré-definidos pelo NAEFA. 
 
V-1G - Os passes na câmara
 
O ambiente da câmara deve ser totalmente preservado, mantendo-se um ambiente altamente espiritualizado e discreto.
Os passistas deverão se encaminhar à sala de passes ao término da preleção, sendo feita uma preparação, em seguida tomando suas posições de trabalho.
O Dirigente da Assistência Espiritual deverá treinar coordenadores da câmara para que dirijam os trabalhos em rodízio mensal.
Passe físico (PF): Indicado para a harmonização do corpo físico. Médicos da espiritualidade potencializam os fluidos doados pelos passistas e agem em benefício do assistido. 
Fazer uma roda com corrente de mãos, com o assistido sentado ao centro, um passista fica junto com a imposição de mãos e o dirigente da câmara conduz o tratamento. Pode-se fazer uso de projeção de cores, com base no conhecimento da técnica de cromoterapia ou quando indicado pelo Grupo mediúnico.
Passe espiritual (PE): Indicado para a harmonização espiritual geral. Estados de tensão, ansiedade e perturbações espirituais. Age também no equilíbrio físico. Depois da câmara preparada com a prece, é dado o passe com a captação de fluidos e a imposição de mãos. Pode-se operar com até seis passistas simultaneamente. Um para cada assistido. Passista vibra para o assistido e a corrente/sustentação para o atendido no plano espiritual. 
Choque Anímico (CH): Indicado para os casos de influências espirituais negativas não resolvidas pelo passe PE. Age através da intensa doação de amor e luz aos espíritos em desequilíbrio. 
Utilizado para casos mais complexos de envolvimento espiritual que não requerem incorporação. Realizado com imposição da mão direita e corrente de mãos. Passista e corrente vibram para os espíritos em desequilíbrio. O dirigente dos passes poderá solicitar envolvimento amoroso também para o assistido, se julgar necessário.
Passe de desobsessão (PD): Indicado para os casos de obsessão espiritual não resolvidos pelos passes anteriores. Pode requerer a manifestação e o esclarecimento da entidade. 
Fazer uma corrente de mãos com os passistas e médiuns sentados, o assistido sentado no centro da roda vai tomar um passe (PE) via imposição da mão direita, e sairá da sala. Os médiuns se prepararão para receber e conversar com o espírito em desequilíbrio que vier para o tratamento. Semanalmente o responsável pelos passes deverá entrevistar o assistido. Importante neste trabalho é a intensa vibração de amor por parte dos passistas. Após o atendimento o dirigente da câmara conversa privativamente com o assistido para orientações complementares, se necessário.
O término dos trabalhos de assistência espiritual será às 21:00h (15:45h). Em seguida iniciará a reunião dos servidores com encerramento as 21:30 (16:15h).
 
V-2 Grupo Mediúnico
 
Grupo responsável pelas consultas ao plano espiritual para orientação aos assistidos cujas fichas foram pré-organizadas. 
Requisitos dos trabalhadores: Ter equilíbrio espiritual, experiência na tarefa mediúnica com base em curso de mediunidade e boa prática, conhecimento doutrinário e disciplina. 
Além da atividade de consultas poderá ser realizado o atendimento à distância (samaritanos), aprimoramento mediúnico, grupo socorrista, consultas especiais a critério do dirigente do trabalho ou da Direção da Assistência Espiritual, mensagens de orientação dos guias espirituais do NAEFA e vibrações. 
Deve-se manter um caderno registrando as atividades do dia, quantidade de consultas, atendimento à distância, etc. Disciplina total na conduta e no horário. Alegria com seriedade. Disciplina com amor.
O dirigente desta atividade deve cuidar para que posturas místicas ou inadequadas sejam corrigidas ao longo do trabalho.
 
V-3      Assistência Espiritual para crianças (vide também Capítulo IX)
 
As crianças poderão ter atendimento espiritual através dos passes tanto às quartas-feiras quanto aos sábados. Dar preferência aos sábados, quando se realiza o trabalho de evangelização, por se tratar de uma atividade exclusiva às crianças. Sempre serão as primeiras a tomarem o passe em função da qualidade e delicadeza dos fluidos aplicados.
Os passes para as crianças são de simples imposição da mão direita e não há necessidade de corrente de mãos, em nenhuma situação. Crianças com mais de 13 anos poderão receber o passe de adulto, tipo PE ou PF.
Os passistas deverão se preparar muito bem, física e espiritualmente, para esta atividade, cuja responsabilidade é muito grande, principalmente por lidarem com crianças, que são muito sensíveis.  
O trabalho de passes deve receber a supervisão e orientação da Diretoria da Assistência Espiritual.
Para mais informações, veja Capítulo IX.
  
V-4    Assistência Espiritual à Distância (Samaritanos)
Objetivo: Atender aos necessitados que por razões superiores à sua vontade não podem vir pessoalmente ao NAEFA.
Responsabilidade: O dirigente da Assistência Espiritual deve indicar o responsável por esta atividade.
Grupo de trabalho: Este trabalho é normalmente realizado pelo mesmo grupo da assistência espiritual, logo após os trabalhos de passes. Poderá também ser realizado pelo Grupo Mediúnico, principalmente nos casos mais delicados e complexos.
Indicação dos nomes dos assistidos: Qualquer pessoa pode indicar um nome para tratamento devendo fornecer o nome, idade, endereço e breve descrição do problema. Essa pessoa deverá informar semanalmente o estado do atendido e se ele estava sintonizado no momento do passe.
Orientações dadas aos assistidos: Informar o horário aproximado do passe (quarta-feira das 20:45 às 21hs). Deverá estar recolhido, com leituras do Evangelho Segundo o Espiritismo ou mensagens evangélicas, colocar um copo de água para fluidificar e, com o coração, fazer a prece do Pai Nosso.
Duração do atendimento: Será de 4 semanas com possibilidade de continuidade, apenas se houver acompanhamento do responsável. Após o término do período de atendimento o nome do atendido passará a constar do grupo que receberá as vibrações, pelo menos por mais 4 semanas.
Controle dos atendimentos: Será utilizado um caderno onde cada página será reservada para um atendimento, com a data e a informação se houve receptividade ou outros comentários.
Descrição sumária do passe: Trabalho realizado com corrente de mãos. Ambiente especificamente preparado com a presença das fraternidades dos Samaritanos, Franciscanos, Corrente Médica e equipes de segurança e de limpeza. Lembrar de mentalizar o painel de cores para complementação do tratamento via cromoterapia quando requerido.
Mentalizar o túnel fluídico ligando o grupo até o local do atendimento; equipe de segurança e limpeza à frente; entrada no local com as tochas brancas acesas; limpeza espiritual no ambiente e corrente mental em torno do assistido. Doação de vibrações e fluidos mentalizando tanto o passe espiritual como também o físico, quando não houver envolvimento espiritual.
Retorno pelo túnel fluídico e solicitar parecer conciso dos participantes quanto ao tratamento realizado.
Obs. Não será permitida a manifestação mediúnica neste tratamento nem de obsessor e nem de guia espiritual.
 
Capítulo VI - Dos trabalhos da Tesouraria
 
1-Participar, juntamente com o presidente, vice-presidente e secretário(a) da elaboração de planos de execução financeira do Centro Espírita;
2-Arrecadar as receitas ordinárias e extraordinárias do Centro, depositando-as em Banco escolhido pela Diretoria;
3-Efetuar os pagamentos autorizados assinando, juntamente com o Presidente, os documentos necessários à movimentação do numerário disponível;
4-Contabilizar as contribuições dos associados e contribuintes, rendas, auxílios e donativos, mantendo atualizados os controles de recebimentos;
5-Apresentar mensalmente, na Reunião de Diretoria, o balancete mensal, incluindo receitas, despesas, saldos, contas a pagar e resumo financeiro.
6-Obter aprovação do balancete pela Presidência e pelo Conselho Fiscal.
7-Ter sob a sua guarda e responsabilidade os saldos em dinheiro, recolhendo-os sempre que disponíveis a estabelecimentos de reconhecido crédito, a juízo da Diretoria. É permitido que a Livraria, Bazar, Bazar da Pechincha e vice-presidência (manutenção) mantenham pequeno capital de giro, inferior a R$ 200,00, para despesas gerais de curto prazo.
8-Apresentar anualmente o balanço geral do Centro de Julho a Julho, a fim de ser apreciado pelo Conselho Fiscal e informado na AG.
9-Participar da elaboração do planejamento das atividades a serem desenvolvidas pela Casa;
10-Controlar todos os movimentos do caixa e encaminhamento da documentação ao escritório de contabilidade.
11-Certificar-se que o escritório de contabilidade providenciou: RAIS, Imposto de Renda e balanço (Obras Sociais); Relação de Obrigações escriturais.
RAIS  -  Prazo de entrega final de Fevereiro.
I.R  -  Prazo de entrega Junho.
Balanço anual – Dezembro.
Outros, conforme requerido pela legislação.
12-Coordenar para que os documentos da tesouraria estejam em ordem e em dia, escriturados com clareza e precisão;
13-Coordenar junto ao escritório de contabilidade a execução do balanço patrimonial e a demonstração da receita e despesa de cada exercício para serem integrados ao Relatório Anual da Diretoria, na forma da lei e assinado por profissional contador devidamente habilitado e encaminhar para a assinatura do presidente. 
14-Conservar sob a sua guarda e responsabilidade os documentos relativos à Tesouraria; 
 
Capítulo VII - Dos Trabalhos da Secretaria
 
1-Redigir as atas das reuniões da Diretoria e das Assembléias. Todas as atas deverão ser arquivadas nos seus livros específicos e ficarem disponíveis para todos os associados. As atas deverão ser redigidas e distribuídas à diretoria no prazo de dez dias corridos.
2-Providenciar para que as atas das assembléias sejam formalizadas junto ao cartório competente, num prazo não inferior a dois meses da data da assembléia.
3-No dia da reunião de diretoria deverá levar uma cópia da ata para o arquivo e uma deverá ser lida na reunião, vistas as pendências, tomando a pauta e as anotações para a próxima ata. Os resumos das demais diretorias devem constar da ata.
4-Organizar e dirigir a Secretaria. Arquivar todos os documentos que lhe são entregues, verificando a ordem, a limpeza, a organização do arquivo. Todos os arquivos, quando possível, deverão ser mantidos em cópia eletrônica, no computador da secretaria. 
5-Promover a admissão de novos sócios, através do preenchimento da ficha cadastral e estabelecimento da mensalidade do associado.
6-Manter atualizado e distribuído para todos os diretores o cadastro dos associados da casa.
7-Organizar todo o expediente e correspondência da Secretaria.
8-Enviar bimestralmente carta de agradecimento a todos os associados, mantenedores e contribuintes eventuais informando as atividades da casa. 
9-Assinar com o Presidente a correspondência social.
10-Agendar as reuniões mensais da Diretoria, facilitando para que todos os diretores saibam com antecedência da pauta da reunião e das pendências de cada área.
11-Preparar as convocações formais da Assembléia Geral no mês de Agosto, obter a assinatura do Presidente, publicá-las e distribuí-las. Divulgá-las através do mural do Centro, no mínimo, 15 dias antes.
12-Manter todos os formulários específicos do Centro (Admissão de Sócios, Cadastro de Contribuintes, etc) organizados, atualizados, e toda a Diretoria informada do local.
13-Administrar a área de comunicação do NAEFA. Confecção de Faixas para todos os eventos pelo menos uma semana antes, anúncios em jornal, cartas aos contribuintes, organização do mural. Estas atividades podem ser delegadas aos dirigentes de áreas. 
14-Elaborar cartas, atas e outros documentos solicitados pela presidência ou outros membros da Diretoria;
15-Participar da elaboração do planejamento das atividades a ser desenvolvidas.
16- Elaborar o relatório anual de atividades de cada Diretoria, a ser apresentado na AG;
17-Administrar as atividades da Livraria e Biblioteca ou indicar responsável. 
18-Providenciar impressos e materiais de escritório, conforme necessidade.
19-Coordenar a elaboração do calendário anual e mensal, publicando-o internamente até a segunda semana de Janeiro de cada ano e revisá-lo mensalmente.
20-Manter atualizado o termo de adesão ao trabalho voluntário. Todos os voluntários devem assiná-lo.
 
VII-1 Livraria
 
1-Comprar livros para estoque e encomenda.
2-Relacionar as compras para controle e arquivo.
3-Manter controle sobre vendas, compras e estoque; 
4-Quando comprar livros passar a nota fiscal para a tesouraria; 
5-Fazer todo final do mês fechamento das vendas, compras e saldo, passando para o financeiro contabilizar.
6-Manter a livraria sempre organizada, limpa e visível para todos os assistidos.
7-Disponibilizar os livros básicos da codificação em boa quantidade e a preços acessíveis.
8-Pesquisar os preços de revenda para que sejam justos e não abusivos, lembrando que o objetivo da livraria é a divulgação da doutrina e não o lucro. Os preços devem ser suficientes para a manutenção e expansão desta atividade.
9-Selecionar os livros que estejam de acordo com os fundamentos espíritas, evitando-se livros exclusivamente de auto-ajuda ou outros de finalidade apenas comercial.
10-Treinar voluntários para cada dia de trabalho, de forma que possam vender livros e controlar a livraria na ausência do responsável. 
 
VII-2 Biblioteca
1-Manter atualizado o índice de obras do acervo da biblioteca; etiquetar, encapar, controlar os empréstimos. Os empréstimos de livros deverão ser controlados mantendo um fichário com os dados dos usuários da biblioteca e também a ficha do leitor que deverá ficar com o mesmo. Seguir procedimento específico da biblioteca. 
2-Fazer campanhas junto aos voluntários e assistidos para a doação dos livros.
3-Selecionar os livros que estejam de acordo com os fundamentos espíritas, evitando-se livros exclusivamente de auto-ajuda ou outros de finalidade apenas comercial.
4-Treinar voluntários para cada dia de trabalho, de forma que possam emprestar livros e controlar a biblioteca na ausência do responsável. 
 
Capítulo VIII – Dos Trabalhos da Diretoria de Assistência Social
 
Esta Diretoria divide-se nas seguintes áreas: Bazar do NAEFA, Bazar da Pechincha, Cesta Básica, artesanato, trabalho voluntário, enxoval para bebês, atendimento médico e demais atividades sociais incluindo a realização e coordenação dos eventos beneficentes.
Compete a esta diretoria:
1.Planejar anualmente os eventos e atividades da Assistência Social. Definir no calendário as datas dos eventos beneficentes e demais atividades.
2.Coordenar e indicar responsáveis pelas diversas atividades, garantindo que cada área possa conduzir adequadamente seu trabalho.
3.Implantar e manter em atividade o artesanato, bazar da pechincha, bazar beneficente, Cesta Básica e outras atividades sociais. Toda implantação ou modificação sensível deverá ser levada para discussão na reunião mensal da Diretoria. 
4.Utilizar o manual de apoio da USE para o “Serviço de Assistência e Promoção Social Espírita”, editado pela FEB.
5.Manter relatório de controle mensal sobre a quantidade de famílias atendida, quantidades de alimentos e lanches distribuídos, e voluntários participantes na Cesta Básica.
6.Recomendável realizar-se reuniões com os dirigentes das áreas Sociais para estabelecer metas, melhoria nos trabalhos e implantação de novas atividades.
 
VIII-1 Bazar e Bazar da Pechincha
1-Cuidar da organização dos itens nas prateleiras, incluindo a boa apresentação, limpeza, constante arrumação e preços adequadamente indicados. Cuidar da organização geral, incluindo a comunicação, faixas, cartazes, anúncios em jornal, cartaz de preços, bancadas, materiais, roupas, utensílios, etc.
2-Manter livro caixa de controle de entrada e saída de valores, administrados semanalmente. 
3-Prestar contas à tesouraria do movimento diário ou semanal.
 
VIII-2        Artesanato
 
VIII-3 Trabalho voluntário
 
Objetivo: dar oportunidade a voluntários, não associados, a participarem de atividades sociais e ao mesmo tempo auxiliarem o NAEFA a cumprir com suas obrigações sociais.
 
1-Organizar o modo de operação desta área, incluindo plano de treinamento para novos voluntários, documentação requerida, responsabilidades, direitos e deveres dos voluntários, controle de horas de atividade, etc.
2-Reportar mensalmente para a Diretoria o andamento desta atividade,
3-Criar balcão de atividades, por dia da semana, possibilitando ao voluntário optar por aquelas onde se julgue mais útil,
4-Emitir relatórios formais para empresas que facilitarem o trabalho voluntário aos seus funcionários, quando requerido.
Observação: Todo voluntário deverá assinar, obrigatoriamente, o termo de adesão ao trabalho voluntário no NAEFA.
 
VIII-4 Cesta Básica
Mensalmente o NAEFA auxiliará as famílias carentes, entregando uma cesta básica e dando orientações para a família, ajudando-a a não ficar dependente de ajuda externa, buscando lutar pelo seu sustento e também viver harmoniosamente com os demais familiares. 
As cestas são obtidas das doações dos servidores e assistidos e o NAEFA se compromete a completá-las, quando necessário.
Cada família deverá ser cadastrada e, se possível, representantes do NAEFA devem visitá-las.
Recomenda-se a renovação das famílias para que não fiquem dependentes desta ajuda. Prazo ideal de renovação a cada seis meses.
 
VIII-5     Enxoval para bebê
 
As futuras mamães, preferencialmente mães das crianças da evangelização ou participantes da Cesta Básica, são convidadas a preparar o enxoval dos bebês nas aulas de artesanato. O material necessário e complementar será doado pelo NAEFA.
Na impossibilidade de comparecimento no dia do artesanato outro familiar poderá substituí-la. O importante é que a própria beneficiada aprenda e valorize este trabalho.
 
VIII-6  Orientações gerais para a preleção da Cesta Básica 
 
 Em geral, as pessoas que recebem a cesta Básica são carentes em diversas áreas, como saúde, habitação, educação, higiene, trabalho, etc.
Muitos pais bebem, não trabalham e podem até ter uma vida mais promíscua.
Lembre-se que existem exceções!!
Mesmo aqueles que trabalham, muitas vezes são obrigados a deixar os filhos menores em casa. O mais velho cuidando dos mais novos.
Como moram em locais minúsculos, os filhos acabam ficando muito tempo na rua, entrando em contato com viciados, traficantes, ladrões, etc.
Em função da bebida, falta de educação e costume, muitos pais são violentos em casa, entre si e com os filhos. Costumeiramente dão maus exemplos.
Desta forma, as crianças vão encarando como normal este tipo de comportamento e passarão a agir do mesmo jeito com os outros e, futuramente com os seus filhos.
Portanto, o objetivo das palestras é orientá-las a sair dessa situação de marginalidade através do esforço pessoal chamando-as à responsabilidade familiar, social e moral.
Os conceitos da Doutrina Espírita podem ser passados através de histórias interessantes que tenham um fundo moral fácil de entender.
Quando se fala diretamente de religião é difícil segurar a atenção de todos. Com uma história será mais fácil até prender a atenção de uma criança.
As preleções e as histórias devem dar a possibilidade de enfocar alguns dos seguintes objetivos:
1)Convívio familiar- Responsabilidade dos pais! Educação. Educação e paz na família. Educação doméstica. Educação pelo trabalho. Educação sexual. (Livro: Constelação Familiar - Divaldo Franco, espírito Joanna de Ângelis).
2)Respeito aos pais – É um dever dos filhos. Cuidado com este tema, pois não é sempre verdade que os pais amam seus filhos e vice-versa. Existe, na verdade, muito ódio em muitas famílias. O expositor precisa ser empático e entender que a situação de muitas pessoas é diversa da sua. Pode-se aqui falar da reencarnação e dos objetivos dela.
3)Respeito aos filhos, mencionando a responsabilidade dos pais quando colocam filhos no mundo. Aqui também se pode falar um pouco da reencarnação e que Deus permite que recebamos no seio familiar espíritos que precisam de nós. É a nossa grande responsabilidade.
4)Amor entre os irmãos. Os pais precisam ensinar os seus filhos a se respeitarem uns aos outros. Isso só se consegue dando o exemplo. Levar os filhos para uma boa igreja ou Centro. Falar do trabalho da Evangelização Infantil. Horário e assuntos que são dados nas aulas.
5)Importância do exemplo que os pais precisam dar aos filhos. Pode-se comentar a Lei de Ação e Reação. Falar da justiça de Deus.
6)Violência. Tratar a violência como sinal de fraqueza do ser humano. Um adulto que agride uma criança ou alguém mais fraco dá sinais de covardia. O que uma criança aprende com a violência? A ser violenta também no futuro e o será com os pais, muito certamente. Lei de Ação e Reação.
7)Violência através da palavra - Gritos, palavrões, gestos obscenos não ajudam em nada. Só aumentam a confusão no lar. Vibrações pesadas atraem negatividades para o lar.
8)Pobres e ricos - Dificuldades da pobreza e também da riqueza. Dar exemplos de famílias ricas que também sofreram. Drogas, egoísmo, ambição. Pode-se falar aqui também da Lei de Ação e Reação. Explica-se a Justiça Divina com exemplos nesta encarnação ou na próxima.
9)Educação dos filhos - Crianças que não estudam serão marginalizadas. O mundo atual precisa de pessoas que tenham uma boa educação. Só conseguirá um bom emprego quem tiver um bom estudo. Orientar para que os filhos façam cursos profissionalizantes.
10)Cuidado com as drogas - Atenção dos pais para com os filhos neste assunto. Observar os sinais. Ser rigoroso, sem violência, na  orientação. Os pais devem se aproximar mais dos filhos. Conversa e orientação. Levar o estudo do Evangelho para o lar.
11) Vícios do fumo e da bebida - Uma pessoa que gasta dinheiro em fumo e bebida e não tem dinheiro para o alimento é um mau exemplo para os filhos. As preleções podem enfocar esta questão, honestamente. Que males causam a bebida e o fumo? Doenças? 
12) Honestidade - Como ser honesto num ambiente frequentemente pervertido? Novamente pode-se falar da Lei de Ação e Reação, com exemplos ou histórias. Ser honesto nas mínimas coisas. Exemplificar para os filhos. Preparar seres humanos para uma vida moral mais elevada. Dar exemplos. Mentira, roubo, traição, enganar outros, etc. 
13) Saúde - Cuidados com a saúde. Relacionar com os vícios, hábitos alimentares e higiene. Exemplos de doenças.
14) Meio ambiente - Mostrar a situação do planeta. O nosso papel para as próximas gerações. Pode-se falar da reencarnação, pois faremos parte das próximas gerações. As mínimas ações são importantes. Não jogar lixo no ambiente. 
15) Afeto, Carinho, Carícias - A importância do afeto no relacionamento familiar. Tem histórias interessantes sobre a carícia.
16) Educação sexual - Atualmente muitas adolescentes ficam grávidas devido à falta de orientação, religiosidade, abandono, drogas, etc. Este assunto não pode ser subjetivo para evitarmos preconceitos. Mas é preciso estudar o tema para desenvolver uma boa preleção.
17) Importância do trabalho - Educar os filhos para que se profissionalizem. Os meninos querem ser jogadores de futebol e não querem estudar. As meninas querem ser bailarinas (por exemplo). É uma distorção que precisa ser combatida. 
18) Reforma Íntima - Este tema pode ser utilizado sempre que possível. A busca da melhoria interior de cada um. Nos sentimentos, pensamentos e atitudes.
 
Observação: O expositor poderá escolher um ou mais dos temas acima para a sua palestra. 
Horário
8:30h: Chegada dos trabalhadores.
8:55h: Prece de abertura e harmonização.
9:00h: Abertura dos portões.
9:30h: Início com a prece “Pai Nosso”.   
9:35h: Preleção 20 minutos no máximo.
9:55h: Encerramento. Nesta etapa deve-se conduzir o passe coletivo, sem precisar mencionar diretamente a palavra passe, respeitando-se as diversas crenças. Pede-se a intermediação de Jesus para que cada um receba aquilo que mais precisa no momento, segundo a vontade de Deus. O ambiente precisa estar em completo silêncio (sem precisar fazer psiu, psiu!!!). Cada um pensa na sua cura, na paz do seu lar, nas pessoas que precisam ser atendidas pelos médicos da espiritualidade, etc. Encerra-se sem precisar fazer o Pai Nosso novamente. Apenas dar “Graças a Deus” e inicia-se o serviço de lanche. 
10:00h: Serviço de lanche
10:20h: Entrega das cestas e realização das novas entrevistas.
 
Capítulo IX - Dos trabalhos da Diretoria da Área de Infância e Mocidade
 
Compete ao Diretor da Infância e Mocidade
 
1-Organizar e coordenar as atividades da Infância e Mocidade.
2-Coordenar e planejar anualmente os cursos de treinamento e especialização.
3-Organizar e manter atualizado o programa de aulas de todas as turmas.
4-Trabalhar em conjunto com a Diretoria de Estudos para a elaboração dos programas de aulas, reciclagens e cursos.
5-Definir os responsáveis por cada turma de evangelização.
6-Desenvolver novos educadores através de cursos e estágios.
7-Participar das reuniões mensais da diretoria.
8-Acompanhar a qualidade das aulas em cada turma, procurando orientar e aperfeiçoar os métodos de ensino.
 
IX-1 Evangelização Infantil, Pré-Mocidade e Mocidade
A Evangelização Espírita da Infância, Pré Mocidade e Mocidade é uma atividade de estudo e vivência da Doutrina Espírita e do Evangelho de Jesus de forma sistemática, metódica, atendendo crianças e jovens na faixa etária de 3 a 18 anos.
O ensinamento espírita e a moral evangélica são elementos básicos trabalhados nas aulas. Esses conhecimentos são levados aos alunos por meio de situações práticas da vida e através de contos e atividades lúdicas, pois a metodologia empregada pretende que o aluno reflita e tire conclusões próprias dos temas estudados, pois só assim se efetiva a aprendizagem real.  Objetiva também educar as crianças e jovens para o exercício de cidadania, relacionamento social, civismo, ecologia, respeito aos pais, etc.
 
A - Verificação geral antes e depois do trabalho e preparação da casa
Deverá ser feita a verificação geral dos seguintes itens: copos descartáveis, papel higiênico, papel toalha, banheiros, etc.
O trabalho terá inicio às 8:45h com a preparação espiritual da casa, sendo recomendado que os educadores, além dos passistas participem desta atividade. A chegada dos trabalhadores será entre 8:30h e 8:45h. 
No encerramento dos trabalhos deverão ser verificados os seguintes itens: limpeza geral, janelas fechadas, luzes apagadas, aparelho de som desligado, ventiladores desligados, torneiras fechadas, banheiros, cadeiras arrumadas e portas e portões fechados. 
 
B – Recepção, passe de limpeza e harmonização
Todas as crianças e jovens são recepcionados e os nomes anotados na ficha de presença no período das 8:45h até as 9:15h.
Recebem o passe de limpeza e são encaminhados para a sala de preleções para que se harmonizem.
É muito importante que os educadores façam atividades suaves e harmoniosas, com música tranquila neste período.
 
C – Encontro Fraterno e Passes 
No começo de cada semestre todas as crianças são entrevistadas pelo atendimento fraterno. 
Identificando-se possíveis dificuldades, sua ficha é encaminhada ao grupo mediúnico que a avaliará e indicará o tratamento espiritual adequado.
Após 4 semanas a ficha é reavaliada e a criança reconduzida ao tratamento, se necessário.
Este canal de comunicação é permanente, entre o atendimento fraterno e a criança, independentemente dela estar ou não em tratamento. Sempre que manifestar o desejo a criança será ouvida e orientada. 
Periodicamente as crianças recebem orientação dos evangelizadores para procurar o atendimento fraterno se o desejarem.
D – Passes Espirituais e Lanche
Às 9:30h as crianças recebem os passes espirituais e são encaminhadas para o lanche.
Esta atividade deve ser acompanhada pelos educadores. Orientar as crianças a se higienizarem antes da alimentação e também para auxiliarem na limpeza, após o lanche.
O grupo encarregado dos lanches deve preparar os alimentos com toda a higiene possível e deixando tudo limpo e organizado após os trabalhos.
 
E – Aulas de Evangelização
Horário: Das 10:00h às 11:00h. 
As crianças e jovens são divididos em turmas de acordo com a sua idade e disponibilidade do centro.
Os evangelizadores devem preparar com antecedência as suas aulas e estas devem fazer parte do programa anual da evangelização.
Informações doutrinárias específicas são complementares e deve prevalecer o bom exemplo dos dirigentes e a questão moral.
 
Os princípios da Doutrina Espírita deverão ser informados no dia a dia, durante as conversas e aulas em geral. Futuramente, havendo interesse por parte do jovem, ele poderá ser encaminhado ao Curso Básico e à Escola de Iniciação Espiritual, após os 18 anos.
Fichas das crianças e jovens poderão ser encaminhadas para o Grupo Mediúnico, sempre que a direção do trabalho julgar necessário.
 
F – Encerramento
 Ao término da evangelização terá inicio a reunião obrigatória dos educadores para analisar os trabalhos do dia, planejamento das próximas atividades, informações gerais a respeito das atividades do NAEFA, troca de experiências, etc., fazendo encerramento em seguida. Semanalmente deverá ser escrita a ata da reunião para conhecimento da Diretoria. Propõe-se que o grupo estude rotineiramente os livros básicos da codificação começando pelo Livro dos Espíritos, por cerca de 10 minutos.
 
G – Geral
Além do diretor(a), a Evangelização poderá ter um representante nas reuniões da Diretoria para apresentar suas atividades, reivindicações, idéias, etc, mantendo sempre um canal aberto com a direção do NAEFA.
Qualquer evento social ou cultural envolvendo pessoas de fora do NAEFA deverá ter aprovação prévia da diretoria. 
As mesmas observações da assistência aos adultos podem valer para a Evangelização, quando aplicáveis.
Importante: Todos os menores deverão trazer um formulário com a autorização dos pais para frequentar a Evangelização e para qualquer atividade externa, bem como para o uso da perua de transporte.
 
Capítulo X - Da Assembléia Geral
As normas referentes à Assembléia Geral (AG), são as seguintes:
Reúne-se ordinariamente uma vez por ano, entre agosto e setembro, podendo reunir-se excepcionalmente, de acordo com o estatuto.
A mesa dos trabalhos da AG é composta do Presidente e do (a) Secretário(a) da Diretoria Executiva ou, em sua ausência, de um secretário, convidado dentre os presentes. Em se tratando de reuniões para eleição ou julgamento de atos da Diretoria, após a Assembléia ser instalada pelo Presidente, passará ele a presidência a quem a Assembléia indicar para lhe dirigir os trabalhos, o qual, por sua vez convidará um associado presente para servir como secretário.
O presidente da AG solicita ao secretário para ler o Edital de Convocação, que deverá incluir obrigatoriamente a apreciação do relatório e a prestação de contas de cada Diretoria.
Após prestar os esclarecimentos julgados convenientes, o Presidente coloca em discussão os assuntos constantes da Ordem do Dia; 
Qualquer deliberação da Assembléia deverá constar obrigatoriamente do edital de convocação.
Para votação, apenas os associados em dia com as suas responsabilidades poderão participar.
Será passada uma lista de presença, que deverá constar da ata da assembléia.
A AG é soberana nas decisões do NAEFA.
 
Capítulo XI - Do Conselho Deliberativo
Reúne-se obrigatoriamente uma vez ao ano e antes da Assembléia Geral Ordinária.
Especial atenção deve ser dada à composição do CD e a renovação dos seus membros.
A cada três anos o CD elege uma nova Diretoria Executiva e estabelece um processo para esta eleição.
A orientação é que não haja disputas para nenhum cargo e, portanto, o CD deve trabalhar com antecedência para que haja um consenso da nova chapa. O ideal é que a nova chapa já seja definida antes da reunião, principalmente a presidência, que poderá sugerir nomes prováveis para a sua diretoria.
Deve-se atentar que cada cargo precisa ter um candidato com características apropriadas a ele. Todos os candidatos devem estar comprometidos com o NAEFA.
A presidência precisa de alguém com senso de liderança, bom senso, disciplina, equilíbrio emocional e razoável conhecimento doutrinário. 
A vice-presidência precisa de alguém que possa substituir o presidente com segurança. Além disso, precisa ter tempo disponível porque também é responsável pelas atividades de manutenção.
O tesoureiro deve entender e gostar de finanças. Comprometer-se a disponibilizar balancetes mensais. Total confiabilidade e equilíbrio.
A Secretaria precisa ter alguém organizado, pró-ativo e com habilidade no uso de computadores e boa comunicabilidade.
A diretoria de estudos requer uma pessoa com bons conhecimentos doutrinários, boa liderança, habilidade no uso de computadores, planejamento e vontade de aprender continuamente.
A diretoria de assistência espiritual requer uma pessoa bastante equilibrada espiritualmente, com bom senso e bons conhecimentos doutrinários incluindo a parte mediúnica. Deve demonstrar bondade, respeito ao próximo e bastante disciplina.
A diretoria da Assistência Social requer uma pessoa presente nas atividades, com senso prático e boa liderança.
A diretoria da área da infância requer uma pessoa com liderança, equilíbrio emocional e que goste de trabalhar com crianças e jovens.
A reunião do CD deve constar em ATA específica.
As decisões do CD deverão ser levadas à AG para referendo da decisão. Não havendo aprovação pela AG e não se chegando a consenso, uma nova reunião do CD e da AG deve ser marcada. 
 
Capítulo XII – Do Conselho Fiscal
O Conselho Fiscal tem a responsabilidade de:
1.Mensalmente analisar o balancete fornecido pela Tesouraria e vista-lo, caso esteja sem problemas. Ou emitir nota solicitando esclarecimento, correção ou sugestão de melhoria.
2.Anualmente deverá preparar um relatório sucinto à assembléia, atestando que a movimentação financeira do NAEFA está correta e foi devidamente analisada pelos conselheiros. 
 
Capítulo XIII – Outras disposições
 Conduta esperada dos voluntários do NAEFA
1.Frequentar assiduamente as reciclagens, reuniões públicas e internas.
2.Participar e colaborar nos eventos beneficentes.
3.Observar pontualmente os horários estabelecidos nas atividades desenvolvidas. 
4.Respeitar o ambiente espiritual, evitando trajes impróprios e conduta inadequada no local.
5.Manter-se em dia com a sua contribuição mensal.
6.Procurar ser um bom exemplo para os assistidos.
7.Ver sempre o calendário de atividades.
8.Continuar com o processo de Reforma Íntima.
9.Estar a par deste regimento e contribuir para a sua melhoria.
 
 
 
Este Regimento Interno foi aprovado pela Diretoria Executiva e pelo
 Conselho Deliberativo do NAEFA.
 
               _____________________              ____________________
               Araken M. Perez                              Jorge Bezerra de Souza
        Presidente Conselho Deliberativo            Presidente Diretoria Executiva
 
São Paulo, Agosto de 2012 
 
Organizado por: Edson Tadeu Quatrocchi